Galeria silvestre | Madrid | "we had the experience but missed the meaning"  


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Luísa Jacinto

"we had the experience but missed the meaning"

Curator: Sérgio Fazenda Rodrigues

17.03 - 19.05.2018




































“We had the experience but missed the meaning”
T.S.Elliot – The Four Quartets - The Dry Salvages

Luísa Jacinto exhibits a body of work that juxtaposes a series of small paintings (All I want), where the viewer absorbs the image, with a series of large scale paintings, (Inside Out), where the image absorbs the viewer.

The smaller pieces present us with several landscapes and general situations such as walking, pausing, smoking or sleeping.

These paintings are worked as fragments of a bigger whole, or as excerpts of something that is elapsing and, drawing closer to a linear time, one foresees the before and after of what an image shows. The painting fixes one instant, but the duration thus built extends itself beyond the visible figure, in an almost cinematographic logic.

We focus part of a sequence, but there is an hypothetical narrative that is left suspended. With no descriptive action, we gaze through the images beyond what they show, only whispering the possibility of a story.

These paintings are inscribed in the center of the support and are potentiated by the emptiness that envelopes them. In this delicate process, the images manage a withdrawal, claim closeness and become our attention’s focus.

The large scale paintings present us passing places. We are before something that intersects the constraint of an interior space with the expansion of an exterior space. If this side is tendentiously still and geometrized, the other side is predominantly loose and without a layout. Something is manifest before us and, from the background to the surface, edge, place and perception are blurred. Figuration is diluted and our gaze oscillates, in depth, in a movement no longer linear nor horizontal, into an field kept open. Once again, what we see is a section of something larger, our attention is not limited to the outline and drifts across to discover what is beyond.

These works, in their varied dimensions, are linked by an idea of complementarity. Some are small, admittedly figurative, promising another time; others are big, tendentiously abstract, promising another place.

A small image, close to a film still, addresses a penetrating gaze, suggesting its scale laterally, in a sequential logic. A big atmospheric image addresses a drifting glance, in a pendular movement, where extension is given across – passing through.

Luísa Jacinto’s works are constituted as transition points, where there’s always more than what’s left to see. These are gradual linking processes, where one inquires an idea of meaning. Not a meaning hiding behind an appearance we might hurriedly judge, but the one that is truly intrinsic to things.


“We had the experience but missed the meaning”
T.S.Elliot – The Four Quartets - The Dry Salvages

Luísa Jacinto exibe um corpo de trabalho que relaciona um série de pinturas de pequena dimensão (“All I Want”), onde o espectador absorve a imagem, com uma série de pinturas de grande dimensão (“Inside Out”), onde a imagem absorve o espectador.

As obras mais pequenas, apresentam-nos um conjunto de paisagens e um grupo de situações correntes, como andar, parar, fumar ou dormir.
Estas obras são trabalhadas como fragmentos de um todo maior, ou como excertos de algo que está a decorrer e, numa aproximação a um tempo linear, pressente-se o que vem antes e depois do que a imagem mostra.

A pintura fixa um instante, mas a duração que ela constrói prolonga-se para lá da figura exposta, numa lógica quase cinematográfica. Focamos parte de uma sequência, mas há uma hipotética narrativa que fica suspensa. Sem uma acção descritiva, as imagens põe-nos a olhar para lá do que mostram, sussurrando, apenas, a possibilidade de uma história.

Estas pinturas inscrevem-se a meio do suporte e são potenciadas pelo vazio que as circunda. Nesse delicado processo, elas gerem um afastamento, reclamam uma proximidade e tornam-se focos da nossa atenção. As pinturas de grande dimensão, apresentam-nos locais de passagem. Nelas estamos perante algo que cruza o conformar de um espaço interior e a expansão de um espaço exterior. Se o lado de cá é tendencialmente firme e geometrizado, o lado de lá é predominantemente solto e sem traçado.

Algo se manifesta à nossa frente e do fundo para a superfície, esbate-se o limite, o local e a percepção. A figuração dilui-se e com um movimento que já não é linear, nem horizontal, o nosso olhar oscila, em profundidade, para um campo que fica em aberto. Mais uma vez, o que vemos é um troço de algo maior, onde a nossa atenção não se cinge ao contorno e parte à descoberta do que está mais adiante.

Nas suas várias dimensões, estas obras ligam-se por uma ideia de complementaridade. Umas são pequenas, assumidamente figurativas e prometem outro tempo, outras são grandes, tendencialmente abstratas e prometem outro lugar.

O que responde a um olhar penetrante é uma imagem pequena, próxima de um fotograma, onde a extensão se intui lateralmente, numa lógica sequencial. O que responde a um olhar alargado é uma imagem grande, de carácter atmosférico, onde a extensão se advinha em atravessamento, numa lógica pendular.

As obras de Luísa Jacinto configuram-se como pontos de transição, onde há sempre mais do que nos é dado a ver. Estes são processos de ligação gradual, onde se indaga uma ideia de sentido. Não o sentido que se esconde por detrás de uma aparência que apressadamente podemos julgar mas, antes, aquele que é verdadeiramente intrínseco às coisas.

Sérgio Fazenda Rodrígues

Luisa Jacinto 's website.


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